Agora quem me segue no Instagram @blogdaisbellaricci, todo domingo vai poder participar da enquete para abordarmos diversos temas do turismo: é a Batalha Turística. E toda segunda-feira, aqui no blog vou dar uma abordagem mais técnica sobre a temática escolhida. Na estreia, o tema foi “Destinos Históricos do Brasil”. E entre cidades grandes e pequenas, capitais e interior, praias e montanhas tivemos como as queridinhas do público: Ouro Preto, Mariana, São João Del Rei e Sabará, em Minas Gerais. Paraty e Petrópolis, no Rio de Janeiro. Salvador na Bahia, São Luís no Maranhão e Penedo em Alagoas, mostrando que Nordeste não é só praia. E São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul, comprovando que no Brasil temos história e turismo de norte a sul!

Uma análise dos resultados

O quadro não é uma pesquisa científica, portanto não cabem análises com vieses acadêmicos e metodológicos. Afinal, muitas pessoas podem ter se deixado levar apenas pelas fotos. E se foi isso, já é possível perceber a importância que elas têm na promoção de divulgação de destinos e empreendimentos turísticos.

É importante deixar claro que algumas “disputas” foram bem apertadas. Casos como Ouro Preto e Tiradentes, Diamantina e Mariana, Sabará e Santa Bárbara, São Luís e Belém, provavelmente indicam apenas poucas pessoas que levantaram o score dos ganhadores. Já nos outros casos, cabe uma reflexão de como estes destinos estão se posicionando dentro do segmento histórico-cultural. Afinal, existe uma percepção, até mesmo da mídia, que todos que estão ali se configuram como destinos históricos.

Será que falta oferta, estruturação, demanda ou promoção?! Estes são os 4 principais marcos de um planejamento turístico eficaz.

Uma análise dos destinos históricos brasileiros

Se houve atividade humana em qualquer espaço, isso vai produzir história. É assim desde a pré-história. Mas quando falamos de turismo histórico-cultural, falamos de destinos que por si só já atraem, especialmente pela arquitetura. Edificações informam onde aquela cidade ou região estão localizados na nossa história. E o Brasil, apesar de ser um país relativamente jovem guarda em seus destinos sítios arqueológicos, arquitetura dos períodos pré-colonial e colonial, a corrida do ouro e do diamante e sua grande influência mercantil marítima.

Um país tropical, abençoado por Deus, bonito por natureza e geograficamente bem localizado e com grandes riquezas minerais fizeram com que a atividade humana por aqui, plantasse também a história e a cultura de quem por aqui passou ou viveu. Isso se reflete no nosso modo de falar – em cada região ou cidade de uma forma – de cozinhar, de morar, de rezar, de cantar e de nos vestirmos.

Quando tudo isso está ornamentado, temos um destino histórico capaz de ter na atividade turística uma grande possibilidade de desenvolvimento social e econômico. Para isso, é necessário entender que planejar o turismo em cidades históricas pode ser bastante desafiador, já que há de se conviver com o antigo e o moderno. Por isso, planejamento turístico eficiente é questão de ordem em destinos históricos.

O que levar em conta ao planejar o turismo em destinos históricos

Quem atua em cidades históricas, sabe que a equação abaixo não é fácil de ser resolvida:

Equação: Oferta turística conservada + Demanda Turística controlada (porém lucrativa) + qualidade de vida da população local = Desenvolvimento a partir da atividade turística.
®Blog da Isabella Ricci

Dentro desta equação temos incluídos problemas de trânsito, tombamentos, alvarás – que se tem um, não se consegue o outro – legislações, dificuldade na sinalização, problemas com acessibilidade e ainda, a vida cotidiana de quem mora ali e utiliza praticamente todos os serviços, para turistas ou não.

Por isso, para planejar o turismo em cidades históricas deve-se levar em consideração um estudo dos atrativos culturais. E para isso, é extremamente importante que setores de turismo, cultura e patrimônio entendam que devem atuar em sinergia, e que um precisa do outro. Afinal, o turismo em uma cidade histórica não sobreviverá sem a cultura e o patrimônio. Por outro lado, a única – ou principal – forma de fazer com que a cultura e o patrimônio sejam preservados e autossustentáveis economicamente, é através da movimentação turística. Essa movimentação, além dos ganhos financeiros, dará a estes destinos o reconhecimento histórico em grande escala, dificultando possíveis intervenções que possam “danificar” a história e a cultura de todos. Portanto, se o turismo rompe barreiras, em destinos históricos ele deve ser levado como uma das principais pastas de desenvolvimento econômico e social.

Se você quer saber um pouco mais sobre planejamento turístico municipal, baixe gratuitamente o e-Book: 12 Dicas para um Plano Municipal de Turismo Eficiente. Clique aqui!